As peças de teatro que eu já assisti, diálogos de um laboratório teatral.
Hoje, nesse 16 de janeiro, praticamente dia 17, são 23: 12 hs, recordo das peças de teatro que assisti, foram poucas, infelizmente, mas elas são todas marcantes e me impactaram positivamente, pela ordem e pela sequência da minha memória foram as seguintes:
A Gaiola (2026) : assisti hoje, sendo assim, abriu o meu Janeiro teatral, impressionante como as luzes em um espetáculo contam a história do mesmo através do jogo cênico do ator, incrivelmente profunda, simples e bonita, me emocionou. A luta da personagem que fora vitima de trabalho escravo, liricamente, contando sua vida em um cárcere doméstico na capital do país. Através dela conheci o Espaço Multicultural da 708 norte.
Baleias (2025): peça comovente baseada na obra verídica o luto da baleia, narra a saga de uma baleia e de uma mulher, ambas lidando com a dor mais terrível na vida de uma mãe, a perda de seu filho, filhote, lembro muito da simplicidade do figurino das atrizes em contraste com a atuação impecável das mesmas, ao fundo o som de um violino. Assisti no espaço cultural Renato Russo.
Eu de você (2024): Encantada com o poder de atuação através do contar e narrar estórias cotidianas, cartas emersas em um espaço tempo, uma verdadeira aula, espetáculo sensível e que dialoga com o espectador do inicio ao fim, eu vi através do programa da Caixa Econômica Cultural de promover peças grátis. Assisti no espaço cultural da Caixa, na 402 sul.
A Nostalgia do Açúcar (2023): Essa peça teatral foi extremamente provocadora com a história, o tempo, e a forma como foram estabelecidos os diálogos e a memória da História do Brasil, através dela o debate desse passado embranquecido é duramente contestada com a realidade, o doce dos senhores e senhorinhas de engenho era o amargo de pessoas submetidas a escravidão. Vista no CCBB.
Por que não vivemos? (2019): Nesta peça de teatro eu via muita interação entre os atores e a o público, esqueci muito da estória, mas lembro de ter saído em êxtase com a obra, era um show a parte, mas infelizmente lembro mais da sensação que a mesma deixou em mim do que o contexto em sí. Assim, como a anterior assisti no CCBB.
Uma Relação Pornográfica (2018): Essa peça eu fui ver de curiosidade e lembro de ter assistido uma estória sobre o poder das relações humanas e pessoais em nossas vidas, a química dos atores em cena era muito superior, lembro de fazer um exercício de compreensão das personagens ali, com suas verdades, aquelas que escondemos de nós mesmos sendo expostas, culpa, medo, perdão, afinal o que é o amor? sublime. Também assistida no CCBB.
Existem ainda duas peças que eu lembro vagamente em minha memória, mas são 23: 33 hs e prefiro encerrar aqui, todas essas peças se tornaram um laboratório teatral, acima do deleite eu nutria e nutro a esperança de quem sabe um dia ter a grandiosidade de encenar algo assim, diferente, provocante e visceral.
Que a vida me traga sorte, amor e paz, sigamos agora, 2026.
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